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Publicado por Bruno Puga no dia 20 de janeiro de 2012
As manifestações e protestos contra o SOPA (Stop Online Piracy Act) começaram e já pudemos sentir qual será a repercussão do projeto de lei antipirataria que tramita no Congresso Americano, caso ele seja aprovado.
A maior enciclopédia colaborativa online do mundo, a Wikipedia, simplesmente retirou todo o seu conteúdo em inglês do ar por 24 horas em protesto contra o projeto que, simplesmente, acabará com a liberdade de expressão na web, criatividade e compartilhamento de inovações na rede. Essa lei com certeza se espalhará por todo o mundo, igualando em um primeiro momento, os Estados Unidos a países extremamente intolerantes à censura, como China e Irã que, inclusive, até então eram muito criticados pelos americanos. Em seguida, exercerá a mesma censura sob toda a rede, sem restrição de nacionalidade.

A maior enciclopédia colaborativa online do mundo retirou todo o seu conteúdo em inglês do ar por 24 horas.
Agora imaginem se realmente outros gigantes da internet, que também são contra o SOPA, aderirem ao protesto. Como seria ficar 24 horas impossibilitado de pesquisar no Google e Yahoo, não acessar o seu perfil no Facebook ou procurar emprego pelo LinkedIn, por exemplo?
Acredito que as autoridades americanas, que deixaram de lado as diferenças entre Democratas e Republicanos a favor do projeto, sequer imaginam o real impacto que a lei pode causar na sociedade mundial. Certamente se deixam sucumbir pela pressão das indústrias de entretenimento (filmes, música, etc).
A verdade é que todo potencial de criação e o estímulo para inovar e produzir conteúdos próprios estão ameaçados pela proposta. Dar poder aos Estados Unidos de simplesmente desconectar qualquer site ou blog da rede pela disponibilização de conteúdos sem direitos autorais, e ainda de realizar acusações de pirataria é, sem dúvida, algo que causará grande impacto em nossas vidas.
Em fevereiro, o projeto de lei será submetido a uma votação preliminar. Só nos resta torcer para que as ações e iniciativas das empresas de tecnologia e internet sejam maiores que as da indústria de entretenimento. Caso contrário, a liberdade de expressão na web se tornará em uma ótima história para um filme de Hollywood, ironicamente, claro!





