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Redes sociais estão perto do limite. Será?


Publicado por Bruno Puga no dia 19 de janeiro de 2012

Ao ler um artigo no site da Folha de São Paulo na semana passada, tive a certeza de que realmente o assunto redes sociais ainda desperta muitas opiniões diferentes sobre o futuro do relacionamento online e também de que é precipitado dizer que existem experts na área.

O texto afirma que as redes sociais estão mais próximas de um limite, abordando previsões de alguns especialistas e citando, inclusive, em uma ilustração, que o Facebook deverá atingir 1 bilhão de usuários este ano. Apenas se nos basearmos nesta informação, como é possível afirmar que as redes sociais estão perto do limite? Particularmente, vejo muito pelo contrário.

A cada dia, as pessoas vivenciam o surgimento de novas necessidades e oportunidades na vida real, e as redes sociais são baseadas exatamente nessas experiências e desejos da realidade. Ou seja, se este é um processo que, teoricamente, nunca se acabará, como pode alguém prever um limite das redes sociais tão breve?

Essa forma de se relacionar com outras pessoas no mundo virtual ainda é relativamente muito nova e apenas nos últimos anos é que ganhou grandes proporções. Há cerca de 5 anos, a maioria da população sequer sabia que o Twitter existia e as grandes empresas estavam engatinhando em seu uso (com muito receio, que fique claro!).

Jogo online

A interação online proporcionada pelo jogo Words With Friends salvou a vida de um homem, de acordo com o Mashable.

Ainda veremos muitas outras redes sociais surgirem, sem dúvida. Prova disso são as incríveis experiências que as pessoas vivem a partir de relações online. Cito um exemplo que pode comprovar isso. O Mashable publicou na última semana um post relatando o caso da australiana Georgie Fletcher, que enquanto jogava Words With Friends – um jogo online de palavras cruzadas – com a americana Beth Legler (se conheceram através do jogo), comentou sobre alguns problemas de saúde pelo qual seu marido, Simon, passava. Beth, por sua vez, descreveu os problemas ao seu marido, que é médico. Ele reconheceu os sintomas e pediu para que Simon procurasse um hospital o mais rápido possível. Simon fez isso e descobriu que tinha um bloqueio perto de seu coração extremamente grave. “Se Larry não tivesse nos avisado, acho que Simon não teria ido ao médico naquele dia”, disse Beth, aliviada e com o marido bem.

O que isso quer dizer? Algo simples: a vida de uma pessoa foi salva por outra que sequer a conhecia e tudo isso só foi possível por meio de um jogo online, em que os participantes não pensam apenas em ganhar ou perder, mas em se relacionar, compartilhar experiências, sentimentos, problemas e conselhos. Este caso apenas me faz acreditar ainda mais na ideia de que, tudo que for social na web, não acabará tão cedo.

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